Publicado por: lucasvmbs | 4 de dezembro de 2012

O velho paletó de Einstein

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Einstein era um gênio. Mas ele não entendia muito de “marketing pessoal”.

Dizem que ele tinha um armário repleto de roupas IGUAIS. Saía sempre vestido da mesma forma, tal qual um personagem do Maurício de Souza. O motivo: teria calculado quantos minutos perderia por dia escolhendo a roupa que iria vestir. Chegou à conclusão de que perderia ANOS de sua vida escolhendo roupas. Decidiu banir essa tarefa de sua vida. Roupas iguais foi a solução: ótimo para ganhar tempo. Péssimo para sua auto-imagem.

Claro que a história é exagerada. Verídica ou não, é um tanto romântica. Algumas convenções sociais – como se vestir de maneira apresentável – ainda que sejam meras convenções, são necessárias para um bom convívio e até mesmo para que o sujeito consiga APROVAÇÃO social: seja amorosa, profissional, etc. Sei disso. Não estou dizendo que “quem se arruma é idiota” ou algo do tipo. A “crítica” aqui, se é que existe uma, é ao contexto social, ao todo, e não ao indivíduo isoladamente.

Mas a história do Einstein que me motivou a escrever esse texto é outra. E vai até um pouco ao encontro dessa primeira: diz respeito ao pouco caso que fazia em relação às suas vestimentas.

Reza a lenda que Einstein teria se mudado de cidade. Logo que chegou ao novo lar um amigo resolveu visitá-lo. Ele foi então à estação de trem aguardar a chegada do tal amigo. Quando este chegou, de cara já disparou: “- Pô, Albert. Você continua usando esse paletó velho e puído. Não tens vergonha?” Ao que Einstein respondeu: “- Não tem importância. Aqui ninguém me conhece”.

Alguns anos depois, o mesmo amigo resolveu visitá-lo novamente. E lá estava Einstein o aguardando mais uma vez na estação de trem. Ao chegar, o visitante repara que o velho amigo não mudara em nada seu visual e repete a crítica: “- O mesmo paletó velho e puído, meu amigo?” Einstein então rebate: “- Não tem importância. Aqui todo mundo me conhece”.

Genial.

A mensagem pra mim é clara: o que realmente importa é o que está dentro do paletó, embora muitas vezes esqueçamos disso. Embora muitas vezes façamos até mesmo alguns pré-julgamentos apenas pelo “paletó” de outrem. E esse paletó pode ser uma cor de pele, uma preferência musical ou sexual, uma classe social, um time de futebol, uma nacionalidade, um sexo, uma opinião fora de contexto, e assim por diante. Claro que as críticas muitas vezes podem ser bem-vindas e até mesmo benéficas ao criticado. Mas, assim como fizera o amigo de Albert Einstein, ao menos tente conhecer essa pessoa razoavelmente bem antes de disparar contra seu paletó puído.

Ele não entendia muito de “marketing pessoal”. Mas Einstein era um gênio.

 

Abs,

@lucasvon

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