Publicado por: lucasvmbs | 29 de agosto de 2010

Isso é música

Não interessa o estilo musical. Acho que uma boa música, por mais clichê que possa soar, é aquela que vem de dentro. Eu sou muito eclético, gosto de músicas dos mais diferentes gêneros. E é óbvio que algumas músicas das quais eu gosto são criadas sob a batuta de um produtor, são construídas sob supervisão de empresário, palpite de um, ideia de outro, letra composta dentro de um padrão, etc. Não dá pra fugir disso. Mas existem músicas que nasceram desse modo frio e planejado que são boas. Não estou dizendo que é impossível encontrar qualidade com esse método. Mas nada como ouvir algo sincero, quase que arrotado pelo músico.

Não sou músico, mas por ter amigos e parentes que são – ou metidos a – e por fazer parte de uma banda, acabei me envolvendo bastante com isso. Frequentei estúdio, seja pra gravar, seja para ensaiar, ou até mesmo para só ficar olhando tomando uma cervejinha. Nessas incursões a estúdios porto alegrenses reparei muito nos cuidados que se tem ao gravar alguma música. E até acho válido tudo isso. É o acerto de um tom aqui, correção na voz acolá, tirar ruído da guitarra, acrescentar efeito de auto tune, copiar um trecho bom do início e colar no fim da música, enfim, no fim das contas tudo é feito pelo computador praticamente. Fica bonitinho o resultado, fica agradável de ouvir e tudo mais. Mas sei lá, me deixa um pouco frustrado.

Volta e meia eu componho algumas músicas também. Mas é no amadorismo total. Um tema me vem na cabeça, saio escrevendo umas bobagens e ponto final. Quem é mais “metido a profissional”, normalmente se apega a algumas “regrinhas”. Para ser comercial, recomenda-se que uma música não tenha mais de 4 minutos, que tenha um refrão com um tamanho X, estrofes auxiliares de tamanho Y, e esse refrão tem que ser repetido com uma frequência W. É uma coisa assim. E não duvido que funcione, insisto em deixar claro. Acredito nessa fórmula. O ser humano é um troço muito previsível e manipulável. Tenho convicção que essas normas para a construção de uma música sejam válidas. Mas é o mesmo que eu fazia quando jogava Elifoot.

Eu baixava um programinha pra roubar no Elifoot. Um programinha que transformava meus jogadores em muito melhores que a média, multiplicava meu dinheiro, etc. Funcionava. Eu ganhava tudo. Não perdia um jogo sequer. Goleava a maioria. Mas não era tão legal. Funcionava, mas perdia a graça.

Olhem esse vídeo do Buka White. Segundo meu tio (metido a músico, hehe) ele é tio do B. B. King, o grande fenômeno do Blues. Dá gosto de vê-lo tocando. Parece que aquilo tá sendo jogado pra fora com uma sinceridade contagiante. Ele parece estar se divertindo, antes de tudo. E ao contrário de algumas bandinhas produzidinhas e bonitinhas que vemos por aí, esse cara parece ter música nas veias. Ele quase destrói o violão, mas com uma naturalidade assustadora. Pra mim, ISSO é música. É uma expressão que é jogada pra fora, escarrada, vomitada, jorrada. Com erros, com acidentes sonoros que tornam tudo até mais legal. Mas com sinceridade e diversão.

Abraço,
Lucas von.

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Responses

  1. Primeiro, o nome do cara é Buka White. Erraram no youtube. E segundo, não sou metido a músico…tenho até um hit gravado hauahuahauhauhauahuaha


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